A Mímesis de Tarantino:

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§- O meu querido diretor e roteirista, célebre por filmes homéricos como Kill Bill e Pulp Fiction, tem uma outra fama, que não diz respeito diretamente  ao Cinema: a de ser gente boa. Mas se tem uma coisa que deixa ele puto é quando lhe fazem perguntas capciosas sobre o peso negativo da violência em seus filmes [1]. Não é pra menos. Além de ser uma pergunta velha, cuja resposta Tarantino já está cansado de dar, é baseada em um falso raciocínio: o de que a violência do Cinema – e da Arte em geral – é a mesmo dos policiais, traficantes armados, motoristas de Land Rover [2], enfim, daquilo que conhecemos vagamente como “o mundo-Real”. Acontece que são dois fenômenos de natureza distinta e um pouquinho de Aristóteles nos ajuda a entender por quê.

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